terça-feira, 1 de julho de 2008

Esfera Transparente - I

Livros

Tenho como bons os tempos em que Eu próprio
Fora somente a carne e o osso de uma personalidade
Que tão cegamente vislumbrando um conhecimento jamais abdicatório,
O sabia interpretar com incessante tranquilidade…

Dias e dias em que a manhã cedo raiava
E em que o Sol penetrando nas lamúrias ocultas dos estores
Uma mente silenciosamente adormecida, acordava,
Entre um espreguiçar e um bocejar, se semeavam suores.

Cruzando letras e números, muitos caminhos se ergueram.
A verdadeira sabedoria concretiza-se no desbravar desse labirinto
Cujos dons eruditos me permitem sentir como permaneceram
Estas cinzas de Mim que ainda hoje sussurram que não minto.

De olhos abertos ou fechados, é caminhando que se sobrevive.
Não importa como vejo, mas sim o que consigo ver:
A família sempre presente mesmo quando algum declive
Ousa estender-se nesta estrada onde o tudo que procuro é viver.

Tudo começa por ocupar uma página branca e lisa.
Lucidamente, vou construindo essas linhas que dotam de sentido
Os livros cujas palavras se emaranham na história que atiça
Os sedentos pensamentos deste meu cérebro acendido.

Dediquei-me aos livros e a eles constantemente me dedico,
Procurando a certeza na Ciência e a razão no Ser.
A mente nem sempre basta para alcançar o pico,
Pois aquilo que nos resta é saber ler.

A vida não é mais que um livro com certas páginas que não entendo
E que timidamente se amontoam, tornando-se algumas mais pretas,
Condensando em si a tenacidade de uma existência de que não me arrependo
E da qual me orgulho e vejo, sem pestanejar, que fui Eu a escolher as letras.

Sejamos sinceros para com os nossos puros e doces sentidos.
A vida está no céu, no Homem e nos carnívoros
Que vêem a erva crescer na terra, soltando seus últimos ganidos.
Afinal, há vida para além dos livros.
01/07/08

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sábado produtivo

Bem, sábado foi um dia para recordar... Comecei por saber que passei no exame de Geografia A do 11º... Toma lá Jaquizinho que já vais para Machu Pichu a pensar duas vezes no teu cartão de videoclube... Mas pronto... Depois fui para a praia... Foi muito giro e tal mas apanhei um escaldão que vai lá vai... Pareço um camarão assado com manteiga... Enfim. O pior foi a festa da Igreja a que fui, aquilo tinha um mau ambiente que vai lá vai, era só velhos malucos a dançarem, haviam os malucos que não diziam nada de jeito (estou nesse grupo) e haviam os chungas. Bem, quase andei á pancada com um deles, tinha logo de ser um ex-campeão de kickboxe, mas tambem não há de ser nada ora não ?... Tudo piorou quando fui para o sitio pior frequentado cá da zona, ia havendo pancada da grossa e esfaqueamento... Bem, só faltava passarem a musica Gangsta's Paradise, porque realmente aquilo era só gangsters, ou imitação barata vá. Devem-se perguntar porque raios estou eu a escrever este episódio de sábado na segunda, bem amigos, não tive tempo entretanto, por isso assim me despeço. Até qualquer dia sim ?... Tudo de bom! (Ah grande Oliveirinha que anda sempre de óculos escuros).

sábado, 21 de junho de 2008

Porquê?


Porque raio seremos nós o País do «Quase»?

quinta-feira, 12 de junho de 2008

E depois do dez...

No começo foram estrelas,
Hoje, são dez os meses.
É uma entre tantas, aquelas,
A que me desperta algo nas profundezas.

Sorri para o Sol,
Olha para o céu.
Que o futuro seja mais ou menos
O sonho que traçamos em nossos desenhos.

12/06/08

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Impressões em série


Sei o que pensam. Sei o que estão a pensar. Sei o que paira em tão vãs cabeças neste momento. Nos últimos tempos, tem sido ínfimo o tempo para respirar (muito menos para escrever), pelo que me vejo na obrigação de fundamentar esta lacuna.
E porque os últimos dias têm sido agitados, faço questão de enumerar alguns dos episódios mais marcantes da minha vida social, cujo nível é somente comparável ao de personalidades tão notáveis como o Albano (O da tasca), o Armindo (O do talho), o Acácio (O da drogaria), o Albertino (O dos estores), e o Anacleto (o aspirador de "farinha" nas horas vagas). Bem... Então, cá vamos:
1. 7 de Junho - Nervosismo, ansiedade e esperança movida pela ambição de ver o caneco viajar para Portugal. É, o Euro começou (e bem, para nós). É certo que não foi fácil espetar com duas chamuças nas caras de tamboril (mal cozidas, diga-se) dos turcos. Porém, sei também que o espírito destemido dos Portugueses, tão expressivamente glorificado em obras como «Mensagem» de Fernando Pessoa e em «Os Lusíadas» de Luís de Camões, conseguira ser tudo, o tudo em que alguns momentos faltara (nomeadamente, nas quatro bolas atiradas aos postes...). Com isto, afirmo: sou Português.
2. 9 de Junho - O início do fim da minha vida no Ensino Secundário. O começo de um estudo, pensando nos exames nacionais, estando a primeira prova, a de Português, diante dos meus olhos dentro de pouco menos de uma semana. Ao final do dia, dou um pulo para a linha (a de Cascais, é claro). À noite, descalço, deambulo ao ritmo dela (e apenas dela...), numa euforia desmedida, sem origem nem destino, pela praia de Carcavelos. Bob Sinclar que, curiosidade vos adianto, é de origem francesa e é o pseudónimo escolhido pelo DJ Christophe Le Friant, atracara em solo luso para dar um concerto, ao vivo, até às quatro da madrugada, ventosa e suavemente quente, que antecedera o nascer do Sol. Segundo ele, Everybody is free e foi precisamente esse o espírito transpirado pelo ambiente composto pelas quase cinquenta mil pessoas que assitiram a enúmeras músicas House.
3. 11 de Junho - Cedo marcámos, mas também cedo nos apercebemos que os Checos não são pêra tão doce como os Turcos. Sendo justo o destaque atribuído aos portugueses pelo alcance de mais uma vitória, desta feita frente à República Checa, há também que felicitar fervorosamente dois "portugueses" que não poderiam ser referenciados de outro modo se não entre aspas pelo travo algo baiano que apresentam nos seus bilhetes de identidade... No entanto, há que ter esperança nesta selecção, supostamente, nacional, e pode ser que a taça seja "cedida" a Lisboa, para alegre contentamento de dez milhões de almas pasmadas com o protesto dos camionistas, reflectido nas "curtas" filas de espera nas bombas de gasolina...

Neste mundo...

Neste mundo onde Deus criou o infinito... Neste mundo onde Deus criou o Homem, algo mancha a natureza de uma cor que só uns vêem, uma incógnita que faz com que a equação da vida não tenha solução, um drama que deita por terra a matemática das somas e das subtracções, algo que faz com que a felicidade seja relativa para uns e quase inatingível para tantos outros.

Neste mundo em que a Ciência progride a olhos vistos e em que a demonstração de novas teorias rompe com crenças antigas, também a injustiça quebra a harmonia da vida em sociedade que todos ambicionamos mais próspera e igual. Lágrimas de sofrimento contínuo na tela do tempo, sem esperança e que nem a capacidade de sonhar as apaga.

Agora, no futuro, a pobreza é e será sempre o maior flagelo do Homem, de todos nós! Neste mundo em que vivemos, o que uns possuem e consideram pouco, não é nada comparado com o que outros, somente no sonho, conseguem alcançar. O brilho dos olhos de uma criança faminta não passa impune ao olhar da pessoa comum. A diferença está no significado desse olhar… Seguir em frente ou estender a mão?
Texto elaborado no âmbito do Projecto MTM - Muda o Teu Mundo .

sábado, 17 de maio de 2008

"Por mão própria"

(...)
Peço
A minha demissão
Vida que entrego em mão
Sem ter lacre nem selo
Sem sê-lo nem parecê-lo
E não me vendo

Que o amor não tem preço
Por mão própria me rendo
E recomeço


«Por mão própria» - Luís Represas

terça-feira, 29 de abril de 2008

Desci à Terra

(Só agora me dei conta que há quase um mês que não metia aqui os butes, mas bem...)


Apetece-me escrever sobre coisa nenhuma. Sim, coisa nenhuma. Há dias destes... Dias em que a lua se põe antes do sol se ir (?). Bem! Deixando-me de lamúrias e passando a outras coisas. Coisas, essas, mais interessantes que estas coisas... Estas, estas coisas. Passamos qualquer coisa como...algum tempo, digamos, a tentar soltar a nossa primeira palavra, dois ou três anos a aprender a ir à casa de banho com o intuito de tratar dos nossos assuntos de imediata importância (resultando num extremo alívio...), mas a maior parte da nossa existência (doze anos, para os mais ambiciosos...) é dedicada ao estudo, à busca constante do conhecimento. Enfim, uma vida inteira a tentar ser alguém. Uma vida inteira para termos, realmente, uma vida.

terça-feira, 8 de abril de 2008

NA MAGIA DAS ESTRELAS


ACTO ÚNICO


A peça tem início com as duas personagens em palco, o rapaz e a rapariga, que surgem sentados um ao lado do outro. O cenário é uma barragem. A noite já vai cerrando. Ouvem-se as ondas do mar e o vento que sopra suavemente contra as árvores. No céu, as estrelas caem… O ambiente é de cumplicidade e paixão…

Tiago: Olha, outra estrela!
(aponta para o céu)


Maria: E ali…olha outra!
(aponta para o céu, acompanhando o primeiro gesto do rapaz)

Tiago: Tantas estrelas… É tudo tão bonito, tudo tão, tão…
(fala pausadamente e suspira, prosseguindo…)


So… O que é que tens a dizer ao mundo?

Maria: Quem? Eu?
(ri-se timidamente)


Tiago: Sim…
(pausa)


Eu também não tenho nada a dizer…
(pausa)


Excepto que o céu está lindo. E a água também…
(fala com felicidade; os olhos brilham)


Instala-se um silêncio breve. A rapariga encosta a cabeça ao ombro do rapaz.

Tiago: Oh my God! Uma barata! Ah, não… É a Maria com a cabeça encostada ao meu ombro… Ok!


A rapariga dá um suave toque nas costas do rapaz.

Tiago: E agora uma palmada nas costas… E passou ali outra estrela…
(aponta novamente o dedo para o céu)

Novo silêncio.


Tiago: Estás com sono?
(segreda-lhe ao ouvido)


Maria: Não…
(num tom tranquilo e sereno)


Tiago: Não?!
(pergunta, admirado)

Maria: Não, porquê? Não queres que me encoste a ti?
(num tom meigo)


Tiago: Não!
(exclama como se não fosse isso o que ele queria realmente dizer)


Estás à vontade…
(num tom meigo)


Silêncio longo. Os dois ficam encostados um ao outro por longos minutos, olhando para o céu. Suspiram timidamente. A lua brilha como nunca. A magia está prestes a começar…



[…]

domingo, 30 de março de 2008

304


Dias inteiros num autocarro. Noites sem dormir. Piadas secas (algumas com o seu grau de humidade relativa...). Dicas para o ar. Comida à grande e à francesa. Momentos únicos vividos no verdadeiro quartel general da viagem a Salou - quarto 304 (Trescientos cuatro). Adrenalina ao máximo, receio inicial também. Diversão permanente e amizade fortalecida. Azeite que veio ao de cima.
Por tudo isto, Salou! Sempre.
P.S.: Oi mini-bar vazio!

sexta-feira, 14 de março de 2008

'Tás bom pa?


Até logo!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

We're in heaven...

Baby you're all that I want,

When you're lyin' here in my arms,

I'm findin' it hard to believe,

We're in heaven.

And love is all that I need.

And I found it there in your heart .

It isn't too hard to see,

We're in heaven.

«Heaven» - Bryan Adams

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Meio ano de uma vida...

São dias como este que nos fazem pensar sobre tudo: sobre a nossa vida, sobre o que nos rodeia, sobre a pessoa que amamos. Acções, boas ou más; gestos marcantes; erros cometidos de olhos fechados; expectativas defraudadas ou que ultrapassaram as esperadas; palavras fortes, pelo conteúdo, pelo modo como são ditas; vivências passadas; futuros desenhados por nós, consciente ou inconscientemente; ideais, por vezes, contraditórios, mas compativeís e consolidados; sonhos concretizados e outros por concretizar; experiências partilhadas; conclusões pensadas... É... Estamos no céu, pensando que a descida ao inferno é íngreme e instantânea, longe do nosso alcance. Porém, quando damos por nós, já nos encontramos cá em baixo. Descemos num instante, longe de pensar que, a seguir, iremos subir para um patamar mais alto do que aquele em que estávamos inicialmente. Sonhar... Sonhar é fácil. Mudar... Fazer por isso, é fácil. Conseguir sonhar, fazendo por mudar para melhor também o pode ser. Basta acreditar que o conseguimos alcançar. E são estes últimos seis meses que têm vindo a confirmar o que digo e o que sinto... A felicidade, essa, não foi feita para duas pessoas iguais, duas peças que encaixem perfeitamente neste puzzle que é a vida. O centro de tudo coloca-se em conseguirmos lidar e aceitar o que há de igual e o que há de diferente entre nós, o bom e o mau. Sei, para mim mesmo, que é possível e cada vez mais o sei. Estou feliz por sabê-lo, ao lado da pessoa que amo e da qual tenho orgulho de me poder dedicar a ela, sentido o mesmo do outro lado, sempre...
Amo-te.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Semana do bode


Então, pois, cá estou meus adorados fãs, podem baixar os cartazes que dizem "Carvalhão!" pois estou aqui para escrever algo que não tem classe nenhuma.... Na sexta-feira da semana passada, pensava eu que ia ter umas férias de Carnaval relaxantes e tal... ERRADO!... O que eu tive foi uma daquelas gripes de partir a bolacha a espirrar... Comecei a ficar engripado no fim-de-semana e tive mesmo mal na segunda, terça e quarta e até cheguei a faltar na quinta-feira às aulas. Ainda por cima, na sexta tive teste de filosofia, sim, aquela disciplina de que todos nós gostamos, não é Oliveirinha?... E pronto, foi uma grande treta por assim dizer... Ontem fiquei até tarde na rua porque fui aos anos da minha colega e hoje tenho estudar geografia (cujo stor anda a revelar-se indecentemente numas fotos da sua camara fotográfica) e português (cuja stora é uma esquizofrénica)... Esta vida de estudante... Espero que esta semana me corra melhor, e se não correr, paciência... Lá dizia o Dalai Lama "aquele que não aguenta as dificuldades, é um grande boi"... Ah pá, isso é o que eu digo... Mesma coisa... Bem até à próxima caros leitores mimosa... Ok não teve piada...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Parece que sim...

« A vida são dois dias. O carnaval são três. »