É noite e o sono não surge.
Esconde-se, teimando em escapar…
Por agora em mim apenas urge
O Sonho em sonhos alimentar!
Não que seja nítido para mim,
Nem tão pouco simples de compreender
Que a secreta voz me segrede assim…
Como se fosse simples viver!
(Olho o profundo silêncio que é o pensar.
E pergunto-me como se me desconhecesse…)
Do que me valerá afinal
Afastar a sombra da ilusão
Quando os meus pensamentos
A meia haste estão?
Não a meia haste de luto, ora essa!
Mas sim a meia altura.
Aquela que me grita para descer à Terra
Enquanto fito o céu da Ternura!
Doravante, por ti, oh vida!
Que farei para te dotar de sentido?
Agarro a felicidade proibida?
Ou morro só e arrependido?
Aspiro as respostas...
Essas que mantêm viva a esperança.
23/08/09










