sábado, 17 de maio de 2008

"Por mão própria"

(...)
Peço
A minha demissão
Vida que entrego em mão
Sem ter lacre nem selo
Sem sê-lo nem parecê-lo
E não me vendo

Que o amor não tem preço
Por mão própria me rendo
E recomeço


«Por mão própria» - Luís Represas

terça-feira, 29 de abril de 2008

Desci à Terra

(Só agora me dei conta que há quase um mês que não metia aqui os butes, mas bem...)


Apetece-me escrever sobre coisa nenhuma. Sim, coisa nenhuma. Há dias destes... Dias em que a lua se põe antes do sol se ir (?). Bem! Deixando-me de lamúrias e passando a outras coisas. Coisas, essas, mais interessantes que estas coisas... Estas, estas coisas. Passamos qualquer coisa como...algum tempo, digamos, a tentar soltar a nossa primeira palavra, dois ou três anos a aprender a ir à casa de banho com o intuito de tratar dos nossos assuntos de imediata importância (resultando num extremo alívio...), mas a maior parte da nossa existência (doze anos, para os mais ambiciosos...) é dedicada ao estudo, à busca constante do conhecimento. Enfim, uma vida inteira a tentar ser alguém. Uma vida inteira para termos, realmente, uma vida.

terça-feira, 8 de abril de 2008

NA MAGIA DAS ESTRELAS


ACTO ÚNICO


A peça tem início com as duas personagens em palco, o rapaz e a rapariga, que surgem sentados um ao lado do outro. O cenário é uma barragem. A noite já vai cerrando. Ouvem-se as ondas do mar e o vento que sopra suavemente contra as árvores. No céu, as estrelas caem… O ambiente é de cumplicidade e paixão…

Tiago: Olha, outra estrela!
(aponta para o céu)


Maria: E ali…olha outra!
(aponta para o céu, acompanhando o primeiro gesto do rapaz)

Tiago: Tantas estrelas… É tudo tão bonito, tudo tão, tão…
(fala pausadamente e suspira, prosseguindo…)


So… O que é que tens a dizer ao mundo?

Maria: Quem? Eu?
(ri-se timidamente)


Tiago: Sim…
(pausa)


Eu também não tenho nada a dizer…
(pausa)


Excepto que o céu está lindo. E a água também…
(fala com felicidade; os olhos brilham)


Instala-se um silêncio breve. A rapariga encosta a cabeça ao ombro do rapaz.

Tiago: Oh my God! Uma barata! Ah, não… É a Maria com a cabeça encostada ao meu ombro… Ok!


A rapariga dá um suave toque nas costas do rapaz.

Tiago: E agora uma palmada nas costas… E passou ali outra estrela…
(aponta novamente o dedo para o céu)

Novo silêncio.


Tiago: Estás com sono?
(segreda-lhe ao ouvido)


Maria: Não…
(num tom tranquilo e sereno)


Tiago: Não?!
(pergunta, admirado)

Maria: Não, porquê? Não queres que me encoste a ti?
(num tom meigo)


Tiago: Não!
(exclama como se não fosse isso o que ele queria realmente dizer)


Estás à vontade…
(num tom meigo)


Silêncio longo. Os dois ficam encostados um ao outro por longos minutos, olhando para o céu. Suspiram timidamente. A lua brilha como nunca. A magia está prestes a começar…



[…]

domingo, 30 de março de 2008

304


Dias inteiros num autocarro. Noites sem dormir. Piadas secas (algumas com o seu grau de humidade relativa...). Dicas para o ar. Comida à grande e à francesa. Momentos únicos vividos no verdadeiro quartel general da viagem a Salou - quarto 304 (Trescientos cuatro). Adrenalina ao máximo, receio inicial também. Diversão permanente e amizade fortalecida. Azeite que veio ao de cima.
Por tudo isto, Salou! Sempre.
P.S.: Oi mini-bar vazio!

sexta-feira, 14 de março de 2008

'Tás bom pa?


Até logo!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

We're in heaven...

Baby you're all that I want,

When you're lyin' here in my arms,

I'm findin' it hard to believe,

We're in heaven.

And love is all that I need.

And I found it there in your heart .

It isn't too hard to see,

We're in heaven.

«Heaven» - Bryan Adams

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Meio ano de uma vida...

São dias como este que nos fazem pensar sobre tudo: sobre a nossa vida, sobre o que nos rodeia, sobre a pessoa que amamos. Acções, boas ou más; gestos marcantes; erros cometidos de olhos fechados; expectativas defraudadas ou que ultrapassaram as esperadas; palavras fortes, pelo conteúdo, pelo modo como são ditas; vivências passadas; futuros desenhados por nós, consciente ou inconscientemente; ideais, por vezes, contraditórios, mas compativeís e consolidados; sonhos concretizados e outros por concretizar; experiências partilhadas; conclusões pensadas... É... Estamos no céu, pensando que a descida ao inferno é íngreme e instantânea, longe do nosso alcance. Porém, quando damos por nós, já nos encontramos cá em baixo. Descemos num instante, longe de pensar que, a seguir, iremos subir para um patamar mais alto do que aquele em que estávamos inicialmente. Sonhar... Sonhar é fácil. Mudar... Fazer por isso, é fácil. Conseguir sonhar, fazendo por mudar para melhor também o pode ser. Basta acreditar que o conseguimos alcançar. E são estes últimos seis meses que têm vindo a confirmar o que digo e o que sinto... A felicidade, essa, não foi feita para duas pessoas iguais, duas peças que encaixem perfeitamente neste puzzle que é a vida. O centro de tudo coloca-se em conseguirmos lidar e aceitar o que há de igual e o que há de diferente entre nós, o bom e o mau. Sei, para mim mesmo, que é possível e cada vez mais o sei. Estou feliz por sabê-lo, ao lado da pessoa que amo e da qual tenho orgulho de me poder dedicar a ela, sentido o mesmo do outro lado, sempre...
Amo-te.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Semana do bode


Então, pois, cá estou meus adorados fãs, podem baixar os cartazes que dizem "Carvalhão!" pois estou aqui para escrever algo que não tem classe nenhuma.... Na sexta-feira da semana passada, pensava eu que ia ter umas férias de Carnaval relaxantes e tal... ERRADO!... O que eu tive foi uma daquelas gripes de partir a bolacha a espirrar... Comecei a ficar engripado no fim-de-semana e tive mesmo mal na segunda, terça e quarta e até cheguei a faltar na quinta-feira às aulas. Ainda por cima, na sexta tive teste de filosofia, sim, aquela disciplina de que todos nós gostamos, não é Oliveirinha?... E pronto, foi uma grande treta por assim dizer... Ontem fiquei até tarde na rua porque fui aos anos da minha colega e hoje tenho estudar geografia (cujo stor anda a revelar-se indecentemente numas fotos da sua camara fotográfica) e português (cuja stora é uma esquizofrénica)... Esta vida de estudante... Espero que esta semana me corra melhor, e se não correr, paciência... Lá dizia o Dalai Lama "aquele que não aguenta as dificuldades, é um grande boi"... Ah pá, isso é o que eu digo... Mesma coisa... Bem até à próxima caros leitores mimosa... Ok não teve piada...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Parece que sim...

« A vida são dois dias. O carnaval são três. »

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mensagem

«Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.»

Mensagem - Fernando Pessoa

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

«E se levássemos só um bocadinho de mirra?»

A tmn, realmente, anda mesmo empenhada em consolidar a sua posição no mundo da publicidade, habituando-nos ao mais que conhecido «Até Já». Então não é que agora até os pobres dos três Reis Magos triplicam o saldo dos telemóveis? Já dizia o Belchior: «Eu fui triplicar o saldo da minha tia a Marrocos!». Subitamente, esta parvoíce de todo o tamanho conseguiu fazer a proeza de colocar as pessoas a falarem desta relíquía da indústria da publicidade e do marketing. E realmente não está mal pensado... Se dermos um olhar atento pelos anúncios televisivos dos últimos anos, facilmente compreendemos que são os anúncios mais estapafúrdios que mais rapidamente atingem os consumidores, através de slogans estrategicamente pensados.
Quem não se lembra de coisas do género: «- Bateste? - Não, bateram-me. - Azar!»; «É fácil, é barato e dá milhões!»; «Se há, está na telelista»; «Ok Teleseguro!, bom dia, fala a Marta.»; «Ah e tal, porque és jovem...»; «Segue o que sentes.»; «Zzzzt!».
Passando por um presente mais próximo, prontamente nos recordamos das seguintes pérolas: «Vai uma rapidinha?»; «Nespresso. What else?»; «De que é que precisas?».
Não se esqueçam: atirem frases sem nexo algum, mascaradas por uma certa carga cómica, e pode ser que se safem... Mesmo que não sejam cómicas, tentem a vossa sorte com palavras profundas. Por vezes, mais vale um simples "corar" ou um sorriso do que um riso histérico.

Técnicos da netcabo? Não, não, chamem o desonesto impressionista.

Então, cá estou eu de volta após 3 semanas sem net... Os simpáticos senhores da NetCabo não me souberam resolver o problema por telefone... Ainda dizem que não perdem tempo a dançar com senhoritas mexicanas enquanto bebem vodka com o Vladimir Putin... Deviam era passar o tempo a tentar resolver o meu problema... Bandidos... Mas pronto, então lá marquei para os técnicos virem à minha humilde casinha (isto foi muito avôzinho) e eles nunca mais apareceram... Que fiz eu? Solucionei a pulha-pidice do problema... É verdade, e depois apareceram eles às 23 horas... Quer dizer, para eles aparecerem, é preciso uma pessoa resolver o problema primeiro... Ora bolas marina... What the hell... e pronto achei importante dizer que estou de volta e vou postar mais qualquer coisa em breve. Arrivederci ou lá como se diz.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O tempo voa?

Segundos.

Minutos.
Horas.
Dias.
Semanas.
Meses.
Anos.
Décadas.
Séculos.
Milénios.

Uma Vida.


Salvador Dali
E ainda há quem diga que o tempo não é complexo...
Segunda, passa o dia a correr
Chego a Terça-feira sem a conseguir ver
Quarta, há tanto para dizer
Acordo e ainda posso ver o dia nascer
Quinta, paro para pensar,
Como seria se vivesse noutro lugar?
Menina bonita, é sexta
E vamos vadiar
«Menina Bonita» - Ez Special
Eu rendo-me...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Quebra do doze

Cedo a impetuosa chama nasce,
Tarde ou nunca desvanece,
Até que um dia me ache,
Capaz de seguir outra prece.

Longe de tudo, aqui pensava:
Nem isto pode mudar.
Teve lugar o que não aguardava,
As palavras que ousam pairar.

Louca dor dentro de mim,
Tumultuoso silêncio e lágrimas.
No olhar, límpido brilho sem fim,
Nada que aquiete as mágoas.

Ontem, hoje e agora,
Mil e uma coisas para trás.
Oculto algo que me devora,
Coisas boas e más?

Mas que doze será este?
Aspiro a doce e amarga resposta.
Remanescente tranquilidade deste,
Inabdicável a devoção imposta
A um sentimento sem encosta.

10/01/08

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Os primeiros nunca são os últimos.

Primeiro «Boa tarde» de 2008. Primeiras linhas que escrevo neste novo ano. Primeiras palavras para uma amiga que está longe de tudo, mas bem perto do coração de todos.

Bom ano para você também vizinho. Que tudo vá com tranquilidade e paz.. Que surjam muitas oportunidades e surpresas... Que te superes. Que te surpreendas. Que te maravilhes. Que mudes. Que mudes para melhor. Que descubras. Que te espantes com a descoberta. Que ames a mudança. Que ultrapasses limites. Que venças metas. Que vivas ao máximo. Que vivas tudo. São os meus votos mais sinceros.

Carolina Geadas

Aproveito, amiga, para fazer dos teus votos, os meus...para todos os que aqui dispensam algum do seu precioso tempo.
Vive!
Vivam!