quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ferida Sarada!


Histórias idênticas
que nos fazem recordar
feridas que tivemos
que ainda se encontram por sarar!


Causada no Verão,
Amenizada no Outono,
Mascarada no Inverno
Mas, com a Primavera, o abandono!


Abandonei a causa,
receando a ferida
para que um dia mais tarde
não torne a ganhar vida!


Procurando por uma cura,
alimento uma esperança,
que o ditado seja real e, que
depois da Tempestade venha a Bonança!


Bonança que se adivinha
ter metro e meio,
e uma beleza interior
que já há muito anseio!


Anseio não! Anseava!
Pois a Bonança já chegou,
adora o luar,
e essa ferida já sarou!

4-9-08

O Homem Depende Do Seu Pensamento


Bem, eu tinha vontade de escrever algo hoje no blogue, mas ideias fugiram-me, palavras escapavam-me, inspiração que não vinha, olhos que tendiam a fechar, corpo que se tornava mole, até que... enquanto procurava algo sobre o qual escrever, lembrei-me da minha infância e do que me ensinaram em novo para usufruir mais tarde e, uma das coisas que me marcou muito, e ainda hoje me marca, é um ensinamento que me foi dado a ler ainda em pequeno, e que na altura, confesso, não fazia grande sentido para mim pois não tinha idade para entender tais coisas, mas à medida que fui crescendo e ganhando alguma experiência na vida, ainda que muito pouca, algumas palavras desse mesmo ensinamento iam fazendo sentido na minha vida, em certas ocasiões, acções, desabafos de amigos, conselhos necessários, talvez até para tentar justificar certas atitudes minhas ou de outras pessoas!

Gostaria então de deixar aqui escrito esse mesmo ensinamento, tendo como título "O HOMEM DEPENDE DO SEU PENSAMENTO", escrito por um filósofo japonês chamado Meishu-Sama, e é o seguinte :

"É realmente verdade que gratidão gera gratidão e lamúria gera lamúria. Isto acontece porque o coração agradecido comunica-se com Deus, e o queixoso com Satanás. Assim, quem vive agradecendo, torna-se feliz; quem vive se lamuriando, caminha para a infelicidade.
A frase "Alegrem-se que virão coisas alegres", expressa uma grande verdade."

Para muitos que lerem isto, estas palavras não farão o mínimo de sentido, para outros, que atrevessam momentos menos bons na sua vida, talvez ficarão a remoer um bocado sobre estas palavras e mudarão algumas atitudes suas.

Fica a mensagem.....O Miúdo

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Esfera Transparente - VIII


Mar de mentiras


Mentiras?
Todos temos.
Desilusões?
Por tê-las, fazemos.

A maior desilusão das nossas vidas?
Uma vez apenas.
Arrependemo-nos de ter acreditado?
Não uma vez, dezenas.

E os bons momentos?
Talvez ficarão.
E os maus?
Desaparecerão.

Porquê tudo isto?
Não sei.
Quererei saber?
Jamais conseguirei.

Qual a solução?
Seguir em frente.
E o passado?
Não mente.

E se o arrependimento matasse?
Já teria morrido há muito.
Morrer como se me afogasse?
Num mar de mentiras defunto.
03/09/08

Esfera Transparente - VII


Agosto meu


Nem sei como começar esta poesia que agora escrevo
Pois tudo é pouco para exprimir o que neste mês teve lugar.
Talvez comece pelo início dando grande relevo
Ao regresso daqueles terriveís ataques de falta de ar.

E ao sexto dia desta mesada, mais antigo me tornei.
Caíndo na ilusão de que a minha vida não mudaria,
Pois nada me fazia crer que, pelos vistos, errei
Ao desenhar a minha sina que cedo chegaria.

Na ânsia da chegada do mais alto dia doze,
Em pensamentos nítidos, meu futuro idealizava:
"Vou ser feliz sem que nada ouse
Destruir meu Amor por quem tudo dava."

Um beijo de paixão, uma palmadinha nas costas...
Nessa altura, estava longe de imaginar
O fim de um ano de mentiras impostas
Sob um véu que em tudo me soube enganar.

Uma alma, à primeira vista, serena,
Durante um intenso ano me fez crer
Que tudo o que fiz valeu a pena...
Estava tão cego que não consegui ver!

E hoje? Hoje, o que sinto, não sei.
Sei apenas que no meu olhar triste,
Mais lágrimas de dor não abrigarei.
Agosto meu, o quanto me traíste!
03/09/08

Pensem bem nisto...

Gostava de me estrear neste blogue trespassando, desde já, o meu enorme orgulho em fazer parte deste grupo de impressionistas que já há dois anos, nos veem impressionando com várias "impressões"! Desde já um muito obrigado por esta oportunidade, vou tentar não vos deixar mal =D!

Gostava então de deixar uma primeira mensagem sobre a vida que todos nós levamos, e estou certo que, todo o mundo, um dia na sua vida, seja ela já longa ou ainda curta, parou um pouco para pensar e talvez tenha tido pensamentos idênticos ao meu, mas nunca da forma como eu coloquei as coisas! Foi um pensamento que me perseguiu durante uma fase de transição, chamemos-lhe assim, na minha vida, fase essa ainda recente (6 meses aproximadamente)! Pois agora pensem se

"Por vezes na vida, tudo o que temos parece-nos pouco, e o pouco que nos falta parece-nos tudo!"



Pensem bem nisto...e reflictam sobre o assunto!
Até uma próxima impressão!
O Miúdo

sábado, 30 de agosto de 2008

Fui eu que escrevi isto

Não me esqueço do que escrevo porque escrevo sempre o que sinto.
E o que se sente, nunca se esquece. *

30/08/08

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

E vão duas primaveras...


Mais um dia 29 de Agosto. Mais um verão que, a passos largos, vai queimando os seus últimos cartuchos. Conto duas primaveras desde o ano de 2006 em que, conjuntamente com outros dois impressionistas, criei este blog, surgindo como um espaço de reflexão que acolheu os nossos pensamentos, desabafos ou meras exortações. Agora, olho para trás e vejo que muita coisa mudou. Muita mesmo. Contudo, o blog, esse, continua intemporal e imutável no seu conteúdo, tendo sido alvo de várias actualizações no que toca ao seu aspecto formal. E assim permanecerá, seguindo as motivações que lhe estiveram associadas aquando da sua origem: a produção literária e a divulgação cibernética de pensamentos de pessoas singulares, entre tantas outras, nesta sociedade internetualizada cada vez mais complexa e poderosa.


E assim continuemos.


Parabéns a todos nós.


João, o poeta

Pedro, o mestre

Carvalhão, o desonesto

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Não, não são versos...

Em pleno Agosto e a dois dias de me tornar Homem (não que não o seja, mas à luz da formalidade, só agora me responsabilizarei pelos meus actos...), creio não ser inoportuno voltar a escrever em texto corrido, visto que nos tempos últimos, tenho vindo a explorar outra vertente não menos importante da escrita literária - a poesia.
Considero ainda de extrema importância, redigir certo esclarecimento: em momento algum deixei de escrever prosa, até porque, em intimidade se sabe, que sempre me senti mais seguro a escrever neste registo. Contudo, surgiu-me, de súbito, um certo impulso psíquico para escrever em verso, que alarga, por completo, toda a minha visão de como as palavras se emaranham num todo... É escrever sem pensar quando irei terminar, representando por letras, aquilo que do raciocínio me chega no momento.
Despeço-me, adiantando que certamente continuarei a dar sequência à saga de poemas que criei.
Até sempre.

Esfera Transparente - VI


Futuro, a quanto obrigas


Voltando a Mim e a tudo o que a minha existência implica,
Penso, agora, no que os próximos tempos me reservarão.
No meio de tudo isto, sei que a minha alma não abdica
Da sede de conhecimento que jamais virá em vão.

O ar que respiro é como tudo na minha vida,
Soprando, suave, num único e inequívoco sentido.
Sem margem para dúvidas, tracei minha sina,
Olhando para o além, sereno e enternecido.

Calmo, no meu canto, serei como sempre fui.
Sorrindo para o que a vida me soube oferecer
E da qual minha mente constantemente usufrui
De tantas experiências que a fizeram crescer.

Mas porquê pensar sobre o que não pode ser pensado?
Afinal (e salvo crença no ocultismo) não podemos prever
Os tempos que o futuro nos reserva neste planeta ofuscado
Por eternos dramas a que temos que sobreviver.

Um passo atrás seria voltar ao passado que findou.
Um passo à frente será olhar para o que não posso ver.
Uma certeza Eu tenho sobre o que passou:
Fui Eu mesmo, por muito que não queiram crer.

Não adianta pensar sobre o que virá,
Não adianta remoer sobre certas espigas,
Pois sei que a vida tudo me ensinará.
Oh meu futuro, a quanto obrigas!
04/08/08

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Esfera Transparente - V


Indefinidamente

Em noite - creio já cerrada - escrevo cansadamente
Sem que nada de real interesse me surja.
À branca luz desta lâmpada, desperto minha mente
Para que nenhuma palavra me fuja.

Lá fora, a firme escuridão, decerto, que alimenta
A fome negra de seus fiéis seguidores.
Não são mais que lobos que a Natureza afugenta,
Poupando a pele a pobres e inocentes pastores.

Estupefacto, pergunto-me porque será esta a primeira vez
Que em papel anão grafo o que me vem à cabeça.
Letra a letra, revelo, com pouca ou nula lucidez,
O medo de que este cérebro adormeça.

Até minhas mãos vejo já com pouca clareza.
É o sono que impõe sem dó nem piedade
Seu reinado de horas breves que com frieza,
Na horizontal me delega com felicidade.

Calma! Os meus olhos ainda não fecharam...
Longe, distante, espreito o sonho a caminhar
Rumo às instâncias que não acordaram
De um sono passado que as fez pensar.

Agora, sim... É o momento de dormir...
Mais um bocejar cansado de cansaço,
Sem que antes para a Lua eu vá sorrir.
Indefinidamente, adormeci em minha cama de tom baço.
21/07/08

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Esfera Transparente - IV


Nas brumas do horizonte

Que calor, este! Céus, que ousa impor-se este fogo fino
Em frescas águas deste mar de vida e harmonia!
Na vanguarda do Sol quente, surge o destino
Que intuitivamente nos guia, ofuscando a maresia!

Por de trás de densas nuvens ardentes, viverá o Superior?
Ser supremo que do alto dos céus vislumbra sua criação:
Esfera azul, mundo de felicidade e tristeza - nobre valor
De sua grandiosa obra em nome da união!

Tal misteriosa resposta me escapa, restando os momentos
Em que, de súbito, me questiono sobre a realidade divina,
Que entre sinais, mensagens e tantos outros apontamentos,
Se presencia aqui e ali, até na Baixa Pombalina!

Caminhos maus, caminhos bons, só os conhecem quem os segue.
À superfície da consciência, está o rumo que servirá
O ultrapasse dos obstáculos do mal que nos persegue.
Nas brumas do horizonte, vosso trilho se iluminará!
17/07/08

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Um belo começo de férias

Pois ora bem, não sei se foi castigo de uma entidade superior pela minha desonestidade ou não, só sei que estou com varicela. Sim, isso mesmo, varicela. Não Sofia, não leste mal, v-a-r-i-c-e-l-a. Pois é, não tive esta doença comichosa quando era criança e agora estou com ela. Comecei por ter umas borbulhas estranhas na cara e cabeça. Uma manhã, daquelas normais estão a ver, em que uma pessoa come cereais e lê o jornal desportivo e pergunta à patroa o que é o almoço, fui à casa de banho e olho-me ao espelho e fiquei mais chocado do que o costume... Tinha a cara completamente inchada e estava cheio de borbulhas... Depois foi um médico visitar-me e confirmou as minhas suspeitas. Agora um dos tratamentos é por um creme cor de rosa no corpo e cabeça, ficando assim uma camada rosa no meu corpo e uma espécie de madeixas rosa no cabelo... Dispensava esta parte sinceramente. Não posso apanhar sol, tipo vampiro, nem posso-me coçar. Enfim, esta vida hein... Bem fico-me por aqui meus caros, espero que já tenham tido varicela na infância, porque se ainda não tiveram, é provável que venham a ter, e quanto mais velho se for, pior é.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Esfera Transparente - III


Alentejo

Incessantemente desejo o ar puro que em tom meigo me delicia.
Aquele cuja brisa clara em leve toque me envolve
No mais profundo verde de vida e harmonia,
Somente desvanecido por uma ínfima gota de água que chove.

Ao sabor do vento e por entre relva e árvores desmedidas
Vou desbravando os densos campos que em tudo se parecem
Com paraísos de culto e desejo de origens desconhecidas
Que só as almas mais íntegras merecem.

Em particular refúgio destas terras de campinos,
Sinto-me livre e de me sentir livre, livre me sinto,
Pois sei que entre mim e a Natureza, apenas três hinos
Se ouvem neste vivo e imenso labirinto.

Para mim, são como três estrelas brilhantes
Aquelas que me guiando para a vida, me confessam
Que o respirar de hoje não sendo igual ao de antes
Nos acalma os olhos, vendo as coisas como são.

Naturalmente falo da família, dos amigos, d'Ela...
Os que nem sempre estando diante de mim,
Estão sempre comigo como uma aguarela
Que dota de cor esta pintura sem fim!

Sempre que em tuas águas frescas eu não puder mergulhar
E que nem certa barragem me ilumine com sua nocturna escuridão
Doravante, a ti te peço, quem sabe ao luar:
Vem ter comigo Alentejo, terra de paixão!
08/07/08

terça-feira, 1 de julho de 2008

Esfera Transparente - II


Calor da noite


Na expressão desta minha face há um antes e um depois:
A restrita era dos livros, solitária, entre ilusões,
À qual se sucedera um sublime, mas puro instante a dois
Que em meu coração despertara um misto de sensações.

No quebrar de um quotidiano que dificilmente mudaria
O céu, seu imponente Sol ostentou, prevendo a chegada
De um verão quente, quiçá numa alegoria de magia
Entre o calor da noite e o frio da incerteza em Mim abrigada.

Por entre sereias e lagos desmedidos, deuses e nuvens ardentes,
Surgiu Aquela que nem no Olimpo, Afrodite questionara
Sobre a beleza de seus longos cabelos e lábios quentes
Que os seus conjugados humedeceram em plena ara.

E se nem seus olhos claros de verão deixam transparecer
O brilho e o encanto da água e do vento,
As estrelas respirarão mais uma vez ao anoitecer
A ternura reluzente transpirada naquele momento.

Mas não nos deixemos mover pela eterna crença
Que tal perfeição não existe nesta efémera vida
Pois a pior mentira é aquela desavença
Que nos diz que o Amor é coisa perdida.

Se por terras alentejanas a invisível seta não vos atingir,
Acreditem com fé neste mito de afectuosa união
Que tudo o que anseia é a sobeja verdade, sem mentir.
O calor da noite é sábio e sabe onde fica o coração.
01/07/08

Esfera Transparente - I

Livros

Tenho como bons os tempos em que Eu próprio
Fora somente a carne e o osso de uma personalidade
Que tão cegamente vislumbrando um conhecimento jamais abdicatório,
O sabia interpretar com incessante tranquilidade…

Dias e dias em que a manhã cedo raiava
E em que o Sol penetrando nas lamúrias ocultas dos estores
Uma mente silenciosamente adormecida, acordava,
Entre um espreguiçar e um bocejar, se semeavam suores.

Cruzando letras e números, muitos caminhos se ergueram.
A verdadeira sabedoria concretiza-se no desbravar desse labirinto
Cujos dons eruditos me permitem sentir como permaneceram
Estas cinzas de Mim que ainda hoje sussurram que não minto.

De olhos abertos ou fechados, é caminhando que se sobrevive.
Não importa como vejo, mas sim o que consigo ver:
A família sempre presente mesmo quando algum declive
Ousa estender-se nesta estrada onde o tudo que procuro é viver.

Tudo começa por ocupar uma página branca e lisa.
Lucidamente, vou construindo essas linhas que dotam de sentido
Os livros cujas palavras se emaranham na história que atiça
Os sedentos pensamentos deste meu cérebro acendido.

Dediquei-me aos livros e a eles constantemente me dedico,
Procurando a certeza na Ciência e a razão no Ser.
A mente nem sempre basta para alcançar o pico,
Pois aquilo que nos resta é saber ler.

A vida não é mais que um livro com certas páginas que não entendo
E que timidamente se amontoam, tornando-se algumas mais pretas,
Condensando em si a tenacidade de uma existência de que não me arrependo
E da qual me orgulho e vejo, sem pestanejar, que fui Eu a escolher as letras.

Sejamos sinceros para com os nossos puros e doces sentidos.
A vida está no céu, no Homem e nos carnívoros
Que vêem a erva crescer na terra, soltando seus últimos ganidos.
Afinal, há vida para além dos livros.
01/07/08